Para o ator, que interpreta o protagonista da trama, a frustração e a diversão irão se revezar nos capítulos da nova novela da Globo. Segundo Chay, a possível comparação com a luta do passado e a do presente poderá gerar desconforto em algumas pessoas. “Eu acho que não evoluímos em muitas temáticas e isso é muito triste”, disse




Em “Novo Mundo”, trama das 18h da Globo, ele é o protagonista. Ao lado de grandes nomes da teledramaturgia brasileira, Chay Suede interpreta Joaquim Martinho, o guarda pessoal de Dom Pedro (Caio Castro) e o par romântico de Anna Millman (Isabelle Drummond). No entanto, para o jovem ator que é um dos destaques da nova geração da dramaturgia, o trabalho em “Novo Mundo” vai muito além do prestígio. Muito mais que protagonizar a trama e contracenar com atores ilustres, Chay Suede destacou a importância de defender a causa indígena na televisão brasileira. Na novela, ele incorpora a face de herói da história ao se engajar na luta dos índios do século XIX.

Em entrevista ao HT, Chay definiu o trabalho como um presente de Deus. Para o ator, poder dar voz aos índios que tanto sofreram nesta fase da nossa história é a sua principal missão na nova novela das 18h. “Antes de tudo o que `Novo Mundo` está me trazendo, poder representar as injustiças do povo indígena a partir do olhar de dentro da aldeia está sendo uma experiência única. Então, essa missão de retratar um período através do menor, do afligido, é o mais importante de tudo”, destacou.

Chay Suede como Joaquim Martinho em “Novo Mundo” (Foto: Reprodução)



Outra peculiaridade da novela que animou Chay foi a posição dos protagonistas na história do Brasil. Ao lado de Isabelle Drummond, que interpreta uma professora de português, o ator terá a missão de contar o passado do nosso país por um novo ponto de vista. Em “Novo Mundo”, a família Real sai do protagonismo e dá lugar a pessoas que estiveram nos bastidores dos acontecimentos. “Eu achei muito perspicaz essa ideia dos autores de tirarem o fardo dos protagonistas tradicionais. É muito interessante contar a história a partir de duas pessoas que são ligadas ao príncipe e à princesa, mas não são os dois. Primeiro porque a gente consegue contar o passado de uma forma mais real, em que não há heroísmo nem no príncipe e nem na princesa. Eles são pessoas verdadeiras. Fora que o ponto de vista é novo e muito interessante. A gente conta a história de um Brasil de verdade, com todos os seus defeitos, sem nenhum glamour e altivez. Então, tem todas as injustiças e barbáries, como os brancos acabando com os negros e os índios, por exemplo”, explicou.

Como destacou Chay, “Novo Mundo” entra na grade da Globo com a proposta de ir além do entretenimento. Com uma pesquisa aprofundada nos bastidores, a trama assume a posição de aula de história e traz o passado do Brasil de uma forma única e fiel à realidade. “A novela narra de maneira divertida, claro, mas também muito fiel ao que aconteceu e evidencia trechos que, muitas vezes, nossos professores de história esconderam. Então, abordamos temáticas com requintes de crueldade, como nos índios, por exemplo, que, nas escolas, eram camufladas”, adiantou.

Para Chay, “Novo Mundo” terá mais do que a função do entretenimento, será como uma aula de história (Foto: Reprodução)



VIA: HELOISA TOLIPAN

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